sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Infantolândia




Que lindo é este Mundo da Fantasia, onde somos fadinhas, monstrinhos, super-heróis e bichinhos de pelúcia. Ahhh, que boa é a sensação de sermos a metamorfose na qual nos confundimos entre atores e espectadores das próprias vidas. Somos tão imaginativos que criamos um local encantado de sonhos e ilusões onde nos fazem esquecer todas as mazelas que nos afligem. Ahhh... Que bom!!!


Nesse habitat, somos incomparáveis, descolados, podemos estar destruídos (para não falar f*$¨&%”), mas somos imbatíveis. Se tenho alguma desavença com um familiar, amig@, namorad@, digo que “odeio gente X”, “não suporto gente Y”, mas na real, sou incapaz de ligar para esta pessoa e falar que me sinto mal, que não é assim que as coisas devem ser e que gostaria de tomar um café (talvez um drink) para apararmos as arestas. Não, isso não pode... Afinal, no Mundo da Fantasia, somos tudo, só não somos nós mesmos, com nossos defeitos e limitações, dúvidas e incertezas...


É por isso que, agora, vamos protestar contra a violência infantil! Estamparemos os nossos retratos demonstrando o eu-interior mais explosivo que temos. Iremos até as últimas conseqüências de nossas próprias inquietações. Faremos a história fabulosa de nossas existências debilitadas. Mas só on-line, primeiro devido à comodidade de nossas cadeiras e, segundo, segundo..., bem... segundo... “ahhh meooo”, “sei lá, né?”, “tipo, muito massa”!!!!


Assim será por algum tempo. Nos entregaremos em tons retóricos à promessa de uma vida digna. Escreveremos num blog as juras de um futuro melhor para lermos nele mesmo a própria decadente recompensa. Não é necessário pensar nas crianças que neste exato instante sofrem com algum tipo de abuso, no Mundo da Fantasia isso não existe. Seremos tolos, felizes, a mediocridade será um dom e, se a carapuça me servir, serei o pateta.


FQJ - 07/10/2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Diário de um Binário

Ligo,

Configuro,
instalo,
processo,
seleciono,
nomeio,
conecto,
envio,
escaneio,
gravo,
retransmito,
direciono,
publico,
escolho,
adiciono,
deleto,
log-o,
estendo,
bloqueio
travo.



Reinicio...

edito,
insiro,
corrijo,
apago,
recupero,
salvo,
imprimo,
twittô,
exploro,
posto,
recarrego,
hackeo,
busco,
checo,
confiro,
bypasso,
finalizo e


Até compartilho, mas...

Desligo, afinal, eu não sei amar...


FQJ - 05/10/2011

domingo, 2 de outubro de 2011

Pessoas loucas são normais

Pessoas normais são loucas

Pessoas loucas se fazendo de normais são normais

Pessoas normais se fazendo de loucas são loucas

Eis a pergunta: Haveria a normalidade?


FQJ - (02/10/2011)

domingo, 18 de setembro de 2011

Um dia comum

São 10 da noite. O relógio já espia as dúvidas e incertezas que clareiam a exatidão do amanhã. Serão as mesmas coisas: o desespero pelos relatórios cheios de pó, as ligações carregadas de mau humor e delinqüentes com a beleza de nossas vidas. Será então que surgirá um sorriso em meio a multidão dos negativistas que nos brindará com o seu “bom dia”. Buscaremos a sobrevivência nos detalhes que regem a existência e seremos felizes com a simplicidade da amizade, com brilho na esperança dos sonhos vindouros e da sinestesia em nossos corações. Deixaremos tudo do jeito que está, sem explicações ou teorias de que nada nos servirão, afinal, não tendo a mim, não tenho a ninguém, e sendo assim, sou todo seu.

domingo, 18 de julho de 2010

Ao meu lado

E quando me peguei com a vontade de não mais aqui ficar,turbilhões de imagens e sinais bombardearam meu peito sem que eu a eles pudesse responder. Desejei fechar os olhos, escapar por entre um labirinto de palavras, me esconder dentro de mim. Quando se está em meio ao alheio, as letras passam às páginas viradas.
Há a necessidade de se jogar os sonhos ao ar, deixar que tomem formas imprevisíveis e não devemos a isso nenhum empecilho traçar. Devemos apenas participar da dança, entrar em pé de valsa, nos arrastar pelo salão neste baile da vida. Quando deixar de os compassos ditar, estarei pronto e livre para a tudo sentir.
O sorriso na cara, uma lágrima ao chão, o que mais me bastaria para viver? Deixemos o impossível para o além, o momento pode ser o que apenas nos resta. É com ele que devemos nos conter e é a ele que podemos não suplantar.
Feito isso, inicia-se o espetáculo. As luzes sobre o palco ganham volume, a vibração parte por entre os artistas, a emoção ganha intensidade em um brilho espectral. Nos sentiremos livres, talvez leves, mas com a certeza de que vivemos.

FQJ – 18/07/2010

domingo, 29 de novembro de 2009

Ansiedade

Eu confesso estar com medo. Vontade de abstrair e desfazer todos os planos. Mas o que é isso? Estaria eu louco perante a iminência dos fatos? Calma, se tranqüilize, tudo isso se faz necessário e é através disso que se alcançam tantos resultados. Sinto que há um novo tempo, novas emoções e desejos, algo que afaste de mim essas pequenas especulações dos casos remotos. Ergo a cabeça, não me queixo das pedras no meio do caminho, elas não irão me derrubar. Quando fraquejei pela última vez, prometi que nunca mais estaria exposto a tal ridículo, sinto a vontade desses novos passos, novas profecias, a elas me atiro. Mas eu voltarei, tão logo me seja fadado o retorno. Aguardarei os seus sorrisos e oferecerei os meus abraços, sintam o meu amor, não irei desvencilhá-lo de vocês! Fiquem com Deus! Até mais...

30/11/2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Resguardado

De tanto querer te esquecer, acabei trancado em meu próprio mundo. Aqui não há vitória ou derrota, vaidade ou simplicidade, há apenas a infinita indiferença de nunca ser. Sem espaço para me debater, fica impossível até o gritar, por favor, sinta o fogo gélido em minhas veias, é um pouco confortante, não?

Eu tenho que sair, já não há mais o que respirar, maldita impugnação deste desejo nefasto em te querer. O que há comigo, o que há com você? Declarados inimigos nesta mesma mercê. Socorra a minha mente, não foi assim que pensei viver, te juro ser mais feliz quando você se for, então, faça-o agora, não há mais muito tempo para me ressuscitar.

Quisera eu poder emprestar esta tua intrínseca capacidade de não amar. Deve ser divertido não se importar com os outros. Acusarás a podridão alheia quando é apenas um reflexo da sua ingratidão exalada. Vá e não tenha piedade destas minhas preces em lágrimas de choro. Sejas mais um no monte de nada, mas, pela última vez saiba, eu só queria te salvar seu FDP!!!

FQJ – 16/11/2009

Inspirado em Save You do Pearl Jam